Aspas

"[…] ao contrário dos etnólogos de formação acadêmica que, geralmente, só procuravam estudar as peculiaridades das culturas indígenas […], Nimuendajú interessava-se vivamente pelos destinos das populações tribais."
(Expedito Arnaud, Curt Nimuendajú: aspectos de sua vida e de sua obra, 1983)

"Digno de nota é o fato de quase tôdas as famílias lingüísticas do tronco Tupí até agora reconhecidas se concentrarem na região do Guaporé, isto é, do alto Madeira, particularmente entre os rios Guaporé e Jiparaná (ou Machado). […] Êste fato sugere que talvez o centro de difusão do Proto-Tupí deva ser procurado na área do Guaporé."
(Aryon Dall'Igna Rodrigues, Classificação do tronco lingüístico Tupí, 1964)

"Curt Nimuendaju aliou as duas qualificações. Foi pesquisador e artesão. Ambos estão perfeitamente refletidos na cartografia do Mapa Etno-histórico."
(Rodolpho Pinto Barbosa, A Cartografia do Mapa Etno-histórico de Curt Nimuendaju, 1981)

"A dívida que a humanidade contraiu com o primitivo habitante das Américas está longe de ser resgatada, pois milhões de pessoas no mundo inteiro ignoram o valor desse legado. As principais plantas que hoje nos alimentam e que são utilizadas industrialmente foram descobertas e domesticadas pelos ameríndios."
(Berta Ribeiro, Ao vencedor, as batatas!, 1993)

"Curt Nimuendajú é o pai fundador da Etnologia Brasileira, com obra mais alentada e relevante que a de todos nós que o sucedemos."
(Darcy Ribeiro, Introdução a O fim da tribo Oti (Nimuendajú 1993))

""Alemão por nascimento, brasileiro por adoção, índio por identidade'', na expressão de Emmerich e Leite, Curt Nimuendaju ostenta também o título de humanista e sábio que começa a ser revelado a um público mais amplo que o estreito círculo dos estudiosos da antropologia."
(Berta Ribeiro, O mapa etno-histórico de Curt Nimuendaju, 1982)

""Com os olhos perdidos no Rio Doce, o querido Uatu, com a tranquilidade e a paz de quem reencontrou suas origens e sua própria razão de ser, os mais velhos cantarolavam baixinho ou falavam de seu passado, indicando-nos onde ficavam seus locais sagrados, locais de caça, as grutas onde haviam deixado suas marcas.""
(Lucy Seki, sobre o retorno dos Krenák a seu antigo território, depois das agruras do exílio na Fazenda Guarani, Notas para a história dos Botocudo (BORUM))

"A língua yathê é artìsticamente bela, é grave e é cantante."
(Geraldo Lapenda, Perfil da lingua yathê, 1965)

"Curt Nimuendajú constituiu-se em uma das poucas entidades mitológicas da etnologia brasileira."
(Roque Laraia, A morte e as mortes de Curt Nimuendajú)

"Estou convencido de que o fator principal da resistência dos nossos sertanejos deve ser procurado nos elementos étnicos que povoavam os sertões do nordeste na época do seu desbravamento."
(Carlos Estevão de Oliveira, O ossuário da "Gruta-do-Padre" em Itaparica e algumas noticias sobre remanescentes indígenas do Nordeste (1942))

"Tendo sido indispensável aos Padres fazerem-se entender, em assunto inteiramente novo para os índios, não é crível que se dessem ao trabalho de compor, corrigir, limar por anos a fio, e afinal imprimir, com tantos sacrifícios, cousas que não tivessem sentido para os destinatários."
(Pe. Lemos Barbosa, Prefácio, Curso de Tupi Antigo)

"Lendo-se Martius, quasi que se crê que os jesuitas inventaram a Lingua Geral, isto é, tiveram poder não outorgado pelos linguistas (e pelo bom senso) ao mais poderoso despota."
(Baptista Caetano d'A. Nogueira, Introdução à 2a. edição da Arte de Grammatica da Lingua Brazilica da Nação Kiriri (Mamiani 1877))

"Von Martius é em geral austero para com as raças americanas e as votou a completo exterminio, como incapazes de progresso e civilização. Mas isto parece ser uma prevenção, uma tendencia pronunciada de certos espiritos, que entretanto se esquecem de olhar para o seu velho continente, onde se desenvolveu a tão preconisada civilização dos tempos modernos."
(Baptista Caetano d'A. Nogueira, Introdução à 2a. edição da Arte de Grammatica da Lingua Brazilica da Nação Kiriri (Mamiani 1877))

"Se a língua tupi interessa particularmente à cultura nacional, deve-se isso ao papel que o idioma desempenhou na história do país, assim como à contribuição que trouxe para o português falado no Brasil. Não são razões de caráter glotológico. Sob êste prisma, o tupi teria o mesmo interêsse que qualquer outro idioma indígena do Brasil ou da América."
(Pe. Lemos Barbosa, Curso de Tupi Antigo)

"Fallam estas gentes mais ou menos quatro idiomas: o chiquitano, o bororó, o hespanhol e o portuguez. Ora, de um povo, que dispõe assim de tão vastos conhecimentos linguisticos, longe deve ir a idéa de dizêl-o curto de civilisação."
(João Severiano da Fonseca, Viagem ao Redor do Brasil)

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