Línguas indígenas na mídia > 2012

Antropólogo dos EUA vive entre índios maranhenses há mais de 50 anos
Fantástico, 1/jan/2012. "Um americano, antropólogo, com quase 90 anos, é o responsável pelo maior e mais longo estudo sobre os índios canelas, do Maranhão. Ele registrou mais de 50 anos da vida na aldeia. Até o comportamento sexual dos índios foi pesquisado. Nos passos da coreografia tribal, um homem branco de 87 anos usa bengala para dançar. Porque o herdeiro de uma das maiores fortunas da Califórnia largou tudo para viver entre os índios do Brasil? “Porque encontrei outra coisa melhor para fazer. Muito melhor. Sempre me dediquei a antropologia. Uma vez que encontrei a antropologia, não tinha outra coisa para fazer”, resume o antropólogo Bill Crocker."

Aryon Rodrigues: "existem mais de 200 línguas e só se ensina português"
Correio Braziliense, 9/dez/2012. "[…] Aos 87 anos, Aryon caminha com passos lentos marcados pelo tempo, mas o pisar firme é de quem cultiva forte a vontade de seguir, “enquanto tiver fôlego”, na busca pelo conhecimento. É no subsolo do ICC Sul da Universidade de Brasília (UnB), em uma pequena sala repleta de objetos indígenas, que o professor, com seus claros olhos azuis, conta um pouco da trajetória de mais de 70 anos dedicados ao estudo das línguas indígenas no Brasil. Paciente e tranquilo, ele esmiúça sua peculiar história com a UnB, aonde chegou em 1962, a convite de Darcy Ribeiro. Ainda hoje ativo, Aryon, que carregava o reconhecimento de professor emérito desde 1996, recebeu no fim de outubro a maior honraria acadêmica da instituição de ensino, o título de doutor honoris causa. […]"

Aryon Rodrigues recebe maior honraria acadêmica da UnB
UnB Agência, 2/out/2012. "“O senhor define com clareza e precisão o significado do amigo, do sábio, do cientista, do ser humano mais gentil.” Assim Ana Suelly Cabral, professora do Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (LIP) da Universidade de Brasília - oradora da homenagem - encerrou seu depoimento sobre Aryon Dall'Igna Rodrigues durante a cerimônia que concedeu ao professor o título de doutor honoris causa da UnB. Autor de diversos livros que relacionam linguística e etnografia, Aryon é reconhecido como um dos pioneiros da pesquisa científica no Brasil. A cerimônia foi realizada nesta terça-feira, 2, no auditório da Reitoria.
Durante seu breve discurso, o professor defendeu a reestruturação do Instituto de Letras (IL), para que separe as línguas clássicas, a Língua Portuguesa e as línguas indígenas - e pediu maior diálogo entre linguistas e antropólogos, sociólogos e etnografistas. “Quando vim a convite de Darcy Ribeiro, comecei a trabalhar privilegiando a relação íntima que existe entre a Linguística e a Antropologia. Isso, infelizmente, foi perdido ao longo do tempo”, desabafou."

Casal de educadores vive há 40 anos com os Tapirapés
Portal Olhar 21, 24/abril/2012. "O casal de educadores, Eunice Dias de Paula, e Luiz Gouveia de Paula, mora na Aldeia dos Índios Tapirapé na região da Serra Urubu Branco, no município de Confresa, há mais de 40 anos. Os educadores vieram de Campinas-SP para a região no ano de 1973, a convite do Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldaliga, para assumirem a área de educação, uma preocupação da comunidade indígena e do religioso. Em 1970 havíamos tido um contato muito rápido com o povo.
Em entrevista a Rádio Comunitária Eldorado ao Repórter Robson Garcia, no dia 20/04, o casal contou um pouco da experiência com os Índios."

Castanhais podem ser resultado da ação de populações indígenas antes da colonização europeia
Pesquisa FAPESP, ago/2012. "A distribuição das castanheiras na região amazônica é motivo de controvérsia há várias décadas. Como o fruto que contém a semente é duro e de difícil dispersão, os especialistas não entendiam exatamente como existem castanhais – áreas densamente ocupadas por árvores da espécie Bertholletia excelsa – em toda a Amazônia. Uma das explicações mais antigas dizia que roedores como a cutia e aves como a arara eram responsáveis pela disseminação da semente. Agora dois trabalhos recentes vêm reforçar outra tese: grande parte das árvores da castanha-do-pará teria sido cultivada e mantida por indígenas antes da ocupação europeia no continente. O primeiro estudo baseou-se nas atividades humanas na floresta; o segundo em análises genéticas e até linguísticas sobre os idiomas indígenas."

Cipó kupá (documentário)
Documentário de Celso Viviani, concluído em 2012. "O documentário registra o projeto desenvolvido pelo pesquisador da EMBRAPA em etnobotânica e conservação de sementes tradicionais, Fábio Freitas. Doutor em evolução e domesticação de plantas, o engenheiro é responsável pela re-introdução do tradicional alimento cipó KUPÁ na aldeia Capoto, da etnia Kayapó."


Comissão Rondon deu origem à política indigenista
Revista Pesquisa FAPESP, 30/jul/2012. "Cândido Rondon, chefe da Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas (CLTEMTA), tinha como missão construir uma linha telegráfica entre Cuiabá e Santo Antonio do Madeira (Porto Velho), em 1912. Durante a incursão pelo interior do Brasil, pesquisadores documentaram - inclusive em vídeos - a cultura indígena, a fauna e a flora. Esse esforço ajudou a institucionalizar a pesquisa científica no Brasil."

Hip-hop Kichwa: Sounds of indigenous modernity
Al Jazeera, 18/ago/2012. "The Ecuadorian band Los Nin raps blending Spanish with Kichwa, the pre-Columbian language spoken during the Inca Empire. Their hip-hop has brought Los Nin international recognition. They have performed in the United States, Latin America and Europe. After Chicago and New York, Los Nin gathered crowds in Barcelona with their show Shinallami-Kanchik. They performed at Les Trois Baudets in Paris, the famous venue where musical icons such as George Brassens and Jacques Brel acquired celebrity status decades ago."

História indígena valorizada
Por Mariana Peixoto (Correio Braziliense, 16/dez/2012). "Em 1943, o etnólogo alemão naturalizado brasileiro Curt Nimuendajú produziu documento que se tornou referência no estudo das etnias indígenas no país, com o nome de Mapa etno-histórico do Brazil e regiões adjacentes. Pertencente ao acervo do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, o material agora é parte integrante do programa Memória do Mundo, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Além de reconhecer a importância do mapa, o projeto facilita a preservação."

How Do You Say ‘Disagreement’ in Pirahã?
The New York Times, 22/março/2012. "Even some of Dr. Everett’s admirers fault him for representing himself as a lonely voice of truth against an all-powerful Chomskian orthodoxy bent on stopping his ideas dead. It’s certainly the view advanced in the documentary, “The Grammar of Happiness,” which accuses unnamed linguists of improperly influencing the Brazilian government to deny his request to return to Pirahã territory, either with the film crew or with a research team from M.I.T., led by Ted Gibson, a professor of cognitive science. (It’s scheduled to run on the Smithsonian Channel in May.)"

In Paraguay, An Indigenous Language With Unique Staying Power
NYTimes, 12/mar/2012. "To this day, Paraguay remains the only country in the Americas where a majority of the population speaks one indigenous language: Guaraní. It is enshrined in the Constitution, officially giving it equal footing with the language of European conquest, Spanish. And in the streets, it is a source of national pride."

Living the Language: Aymara (Bolivia)
Aljazeera English, maio/2012. Parte da série Living the Language. "The streets of the Bolivian capital La Paz have changed, as have the faces of power. Previously untold stories of colonisation and hardships are now being told, often in the form of colourful murals lining the main thoroughfares of the city. In Evo Morales the country has its first indigenous president and he has made promoting indigenous languages a part of his agenda. Indeed, 75 per cent of Bolivia's population is indigenous. Still, many feel that speaking languages such as Aymara publicly signals low class and backwardness."

MPF apura presença de estrangeiro em terra indígena
d24am, 16 Jun 2012. "O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil público para investigar a presença do norte-americano Daniel Everett entre os indígenas da nação Pirahã, em Humaitá (a 590 quilômetros a sudoeste de Manaus). De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai), ele entrou no País com visto de missionário, mas passou a atuar como pesquisador da língua dos indígenas, o que torna sua permanência, assim como suas atividades, ilegais."

Scientists adjust their picture of the Amazon in the age before Columbus
MSNBC, 15/jun/2012. "The historical portrayal of the Amazon Basin's residents before 1492 has swung from the stereotype of backward savages to a vision of sophisticated stewards of the land — but a newly reported survey suggests that wide swaths of the Amazon's forests, particularly in the western and central regions, were relatively untouched by humans."

Sobre o processo de resgate cultural entre os Kaingáng de Vanuíre
YouTube, 19/abril/2012. "Este documentário trata do resgate cultural realizado pelos índios de origem Kaingang residentes da Aldeia Vanuíre, localizada no município de Arco-Íris no estado de São Paulo. Esta obra faz parte da exposição permanente do acervo do Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre da cidade de Tupã/SP. O Museu Índia Vanuíre tem por objetivo principal a preservação da cultura material das etnias indígenas brasileiras e de sua contribuição na formação do Brasil através de seu acervo etnográfico, constituído por instrumentos de caça, trabalho, uso doméstico, objetos ritualísticos e relacionados a outras atividades cotidianas dos índios, além de objetos que preservam a memória da cidade de Tupã."

War of words over tribal tongue
Nature, May 9 2012. "[…] Because Everett has spent far more time than anyone else living among the Pirahã and studying their language (some eight years, by his estimate), it has been difficult for other researchers to evaluate his claims, says Jan-Wouter Zwart, a linguist at the University of Groningen in the Netherlands. “All I know about Pirahã is from his grammar, and that’s true for all of us. We are typically dependent on a single person’s work.” Now, however, another researcher has collected independent data on Pirahã, and he says that his findings do not support Everett’s interpretation. At a presentation in April at MIT, Uli Sauerland, a linguist at the Centre for General Linguistics in Berlin, told the audience: “My evidence is that they can express attitudes, and what I think they use to do this is embedded sentences.” Sauerland is now preparing his data for publication."

You Can't Do the Math Without the Words: Amazonian Tribe Lacks Words for Numbers
ScienceDaily (Feb. 21, 2012. "Most people learn to count when they are children. Yet surprisingly, not all languages have words for numbers. A recent study published in the journal of Cognitive Science shows that a few tongues lack number words and as a result, people in these cultures have a difficult time performing common quantitative tasks. The findings add new insight to the way people acquire knowledge, perception and reasoning."

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