Línguas indígenas na mídia > 2007
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One Hot Archaeological Find
Chili Peppers Spiced Up Life 6,100 Years Ago
By David Brown, Washington Post (February 16, 2007). "Inhabitants of the New World had chili peppers and the makings of taco chips 6,100 years ago, according to new research that examined the bowl-scrapings of people sprinkled throughout Central America and the Amazon basin. Upcoming questions on the research agenda — and this is not a joke — include: Did they have salsa? When did they get beer?" [Outras matérias sobre o assunto: Physorg e LiveScience.]

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Experts doubt Clovis people were first in Americas
Reuters, Feb 22, 2007. "The Clovis people, known for their distinctive spear points, likely were not the first humans in the Americas, according to research placing their presence as more recent than previously believed. Using advanced radiocarbon dating techniques, researchers writing in the journal Science on Thursday said the Clovis people, hunters of large Ice Age animals like mammoths and mastodons, dated from about 13,100 to 12,900 years ago." [Outra matéria sobre o assunto: LiveScience]

Nossa pátria ainda é nossa língua
Entrevista com Aryon Rodrigues
Boletim da UFMG, n. 1568 ano 33, 12/mar/2007. "No dia 2 de março, enquanto participava do 5o Congresso Internacional da Associação Brasileira de Língüística, realizado na Faculdade de Letras (Fale) da UFMG, Aryon Rodrigues conversou com a reportagem do BOLETIM. Nesta entrevista, ele comenta a preservação do patrimônio lingüístico brasileiro, a extinção de 85% das línguas do País e a atuação do governo Lula em relação às causas indígenas."

Tribe Helps Linguist Argue with Prevailing Theory
NPR, April 8, 2007. "Dan Everett has spent 30 years studying the language of a small Amazonian tribe, the Piraha. His findings are challenging long-held linguistic theories and stirring a sometimes-bitter debate." [Pirahã]

The Interpreter
Has a remote Amazonian tribe upended our understanding of language?
by John Colapinto. The New Yorker, April 16, 2007. Colapinto writes on Daniel Everett's work with the Pirahã and the controversies generated by his claims.

In Amazonia, Defending the Hidden Tribes
The Washington Post, Sunday, July 8, 2007. "[…] But the four unclothed visitors were a different kind of Kayapo. They [the recently-contacted members of the Kayapó tribe] spoke in an antiquated tongue that seemed a precursor to the language spoken in the village, located in the Capoto-Jarina Indian Reserve in central Brazil. The four men had come from a tribe that had remained in the forest, the brothers said, untouched by the modern world."

Tribo esquecida
Trailer do documentário 500 Almas, sobre os Guató, no YouTube
Veja São Paulo. "Considerados extintos até os anos 70, os índios guatós foram "redescobertos" pela missionária salesiana Ada Gambarotto. Desde então, esse povo nômade tenta reagrupar seus cerca de 500 descendentes, espalhados pelo Pantanal, numa ilha demarcada pelo governo na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. Foi ali que o diretor Joel Pizzini, um carioca criado na região, buscou personagens para o caprichado documentário e longa-metragem de estréia 500 Almas. Costumes dos indígenas e seus problemas, como o idioma em extinção, mesclam-se a participações especiais do poeta Manoel de Barros e do ator Paulo José."

Língua Guarani
Agência Brasil, 15/set/2007. "Preservar uma língua é preservar a cultura e a história de um povo. Nesta reportagem especial você vai conhecer um pouco de uma das línguas indígenas falada por povos sul-americanos." [Um aparente engano: a reportagem menciona que o Guarani é falado em regiões da Argentina, do Brasil, do Paraguai, da Bolívia — e da Venezuela. Será que confundiram o Guarani Paraguaio com a Língua Geral Amazônica?]

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Blas, “El Guerrero silencioso”
El nogoyaense Blas Jaime, que guarda palabras del chaná, retratado en un emotivo viaje.
Por Daniel Tirso Fiorotto. Diario UNO (Entre Ríos, Argentina), 18/nov/2007. "El documentalista entrerriano Adrián Badaracco presentará su obra El guerrero silencioso. Será el 1º de diciembre a las 21, en la sala del Museo Antonio Serrano. Blas Wilfredo Omar Jaime se muestra en la película tal cual es, con su esposa, uno de sus hijos, su auto y sus desvelos, como uno más de los moradores del humilde barrio El Morro, de Paraná, y se anima a interpretar con fines didácticos a alguno de sus antepasados chanás en las orillas del río."

Amazônia fala 120 línguas indígenas
Segundo o Museu Goeldi, 68% das línguas indígenas tinham pouco estudo ou nenhum trabalho científico. Por Tiago Araújo (Agência Museu Goeldi). "Quando se fala em extinção, relacionamos imediatamente esse termo com espécies de fauna e flora. Entretanto, pouco se sabe sobre outras "espécies" que também estão seriamente ameaçadas: as línguas indígenas. O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), a mais antiga instituição de pesquisa da Amazônia, foi a pioneira no estudo de etnias indígenas na região. Esse trabalho transformou a instituição em uma referência mundial quando o assunto é lingüística indígena." [Arikapú, Sakurabiat]

Um alemão apaixonado pela flora brasileira
(Perfil de Karl Friedrich Philipp von Martius)
Após expedição ao Brasil, o botânico Karl von Martius se dedicou à pesquisa da flora e da cultura nacionais.
Ciência Hoje On-line, 16/jan/2007. " Em 1817, chegava ao Brasil uma missão austríaca que trazia a arquiduquesa Leopoldina para se casar com D. Pedro I. Nessa expedição, vieram também diversos cientistas e artistas europeus, entre eles o jovem botânico alemão de 23 anos Karl Friedrich Philipp von Martius. Seu trabalho durante a viagem renderia a obra Flora brasiliensis , que levou 66 anos para ser concluída e é ainda hoje o mais completo e abrangente levantamento da flora nacional, com 22.767 espécies catalogadas."

Metade das línguas do mundo corre risco de sumir, aponta estudo
Folha de São Paulo, 20/set/2007. Por Giovana Girardi. "Metade das cerca de 7.000 línguas faladas hoje em todo o mundo deve sumir até o final do século, em alguns casos à velocidade aproximada de uma extinção a cada 14 dias. A estimativa catastrófica é resultado de uma investigação financiada pela National Geographic Society, que apontou as cinco regiões do planeta onde há mais línguas ameaçadas de extinção. Um dos "hotspots" inclui o Estado de Rondônia." [Xetá]

Línguas indígenas: situação atual, levantamento e registro
Artigo de Denny Moore (Museu Paraense Emílio Goeldi). Patrimônio (Revista Eletrônica do Iphan), Dossiê "Línguas do Brasil". "É fundamental ter os fatos sobre a situação atual das línguas indígenas brasileiras como base para qualquer planejamento do seu registro e da sua proteção. Realizamos dois levantamentos das línguas nativas do país usando várias fontes nos anos recentes. Um (Moore, 2005) reflete a situação no mesmo ano e o outro (Moore, 2006) tem os fatos sobre línguas da Amazônia em geral como foram conhecidos no ano 2001. Na pesquisa de fontes de informações para esses levantamentos, ficou evidente que o nosso conhecimento dos fatos é limitado e às vezes confuso."

El idioma precolombino que busca su oficialidad en el MERCOSUR
A pesar de su hegemonía, el guaraní es confinado y desdeñado desde el Estado
Revista Zoom (Argentina), 26 de septiembre de 2007. Por Gustavo Torres, especial para Causa Popular. "El 90% de los 5.7 millones de paraguayos habla o entiende guaraní. Sin embargo, en la práctica esta lengua precolombina siempre fue marginada. El guaraní, junto con el castellano, es idioma oficial de Paraguay desde 1992. En cambio, el Estado paraguayo sigue funcionando única y exclusivamente en castellano, violando flagrantemente la Constitución Nacional y los inalienables derechos de los guaraní hablantes. Los medios de comunicación, casi en su totalidad, funcionan en castellano, lo mismo que todos los municipios, inclusive aquellos en donde la absoluta mayoría de la población habla solamente guaraní. Los documentos en general están en castellano; la cédula de identidad policial va mucho más allá, es bilingüe pero en castellano e inglés."

Guardián de las historias y costumbres de su raza
Blas el chaná, tató olle nden
El Día de Gualeguaychu, 26/maio/2007. Por Verónica Toller. "Blas Wilfredo Omar Jaime (73) es el chaná tató olle nden (hombre que guarda la memoria). Nació en Nogoyá. Hasta los 5, 7 años no tuvo nombre, según las costumbres de su raza (era “el hijo de…”). A esa edad, cuando ya se perfila un carácter, algunas virtudes y algunos defectos, los chanás solían recién poner el nombre. Y lo bautizaron “A-totó”, “pícaro”."

Ele formou gerações
Perfil de Aryon Dall'Igna Rodrigues
Por Priscilla Borges (Correio Braziliense, 15/out/2007). "Nem a idade conseguiu afastar o professor Aryon Dall’Igna Rodrigues das salas de aula. Aos 82 anos, um dos maiores especialistas em línguas indígenas do mundo continua ativo. Trabalha mais de 40 horas semanais na Universidade de Brasília (UnB), sem ganhar um tostão por isso. Foi obrigado a se aposentar aos 70 anos, mas conseguiu permanecer no Laboratório de Línguas Indígenas (Lali) do Instituto de Letras da UnB como pesquisador. Para quem continua trabalhando e estudando ao lado dele, a experiência é um privilégio. Aryon faz parte da história da universidade e da difusão da língua indígena."

Linguists doubt exception to universal grammar
Robin H. Ray, MIT News, April 23, 2007. "Controversies in the field of linguistics seldom make headlines, which is why the current imbroglio over an alleged counterexample to Universal Grammar (UG), made famous in the 1960s by Noam Chomsky, MIT professor of linguistics, is so unusual. On one side is Daniel L. Everett, a linguist at Illinois State University, who has spent several decades studying Pirahã, a language spoken by roughly 350 indigenous hunter-gatherers in the Amazon rainforest. On the other are a number of linguists, including MIT linguistics professor David Pesetsky, who have thrown doubt upon many of Everett's claims, both cultural and linguistic, about the Pirahã."

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