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Victor PetrucciVictor Petrucci 20 Apr 2012 11:21
in discussion Hidden / Per page discussions » sariema

No dialeto caipira paulista, mineiro e matogrossense há a variante siriema. Numa canção sertaneja (Tonico e Tinoco) é citada em versos:

Oh! siriema do Mato Grosso/Teu canto triste me faz lembrar/Daqueles tempos que eu viajava/Tenho saudade do teu cantar
Maracaju, Ponta-porã,/Quero voltar ao meu Tupã/Rever o tango que eu conheci/Oh! siriema, eu quero ir
Oh! siriema, quando tu canta/de Mato Grosso a saudade vem/Oh! siriema quando tu chora e vai-se embora/choro também
Maracaju, Ponta-porã,/Quero voltar ao meu Tupã/Rever o tango que eu conheci/Oh! siriema, eu quero ir

by Victor PetrucciVictor Petrucci, 20 Apr 2012 11:21

Thanks to the Netherlands Organisation for Scientific Research (NWO) Open Access publication grant nr. 036.001.070, this article is also freely accessible online in the International Journal of American Linguistics through JSTOR at the following link:
http://www.jstor.org/stable/pdfplus/10.1086/658056.pdf

Open Access article by Hein van der VoortHein van der Voort, 04 Oct 2011 22:51

Por alguma razão, o link direto "http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=3697" para o trabalho não funciona mais, a mensagem diz "Arquivo com conteúdo liberado somente para a comunidade da Universidade ou Retido por motivo de patente requerido pelo autor".
Porém, em 2011-08 consegui acesso ao trabalho pela URL:
http://repositorio.bce.unb.br/bitstream/10482/5135/1/2008_CarolinaCoelhoAragon.pdf

link by Sebastian DrudeSebastian Drude, 28 Aug 2011 10:49

Relacionado a este termo podemos projetar uma série de outros que nos remetem a movimento [salto] e/ou som [de água em movimento] com notação genérica *pVrVrVka onde V é uma vogal que se repete. O termo pururuka é um exemplo. Outros seriam: pararaka "tagarela, som do rio passando rapidamente entre pedras", perereka "rã saltadora (Sp.), pessoa inquieta, piririka "corredeza de um rio, pçessoa irritadiça" e pororoka "ruído produzido por água". No PB podemos ter emprestado expressões como "… e parará e pererê." quando queremos indicar que mais coisas foram ditas. Muitas palavras do PB podem estar relacionadas com esta série sempre indicando "movimento/som": perequê "discussão, barulho", pererecar "andar a esmo", perereco "briga, conflito", pererenga "tambor médio", piriri "diarréia", piriricar "encrespar a água", piririguá "um saci", pororocar "produzir pororoca".

Uma série *pVrVrVka by Victor PetrucciVictor Petrucci, 17 Mar 2011 23:32

O costume de se comerem içás, descrito por cronistas coloniais como Gabriel Soares de Sousa, sobrevive ainda entre os "neo-brasileiros" (para usar a expressão consagrada de Nimuendaju). Uma matéria recente do New York Times abordou a existência de tal tradição em Silveira (interior de SP):

"[…] Generations of indigenous people treated the ants as a protein substitute for fish and monkeys, residents said. Today, Silveiras residents — and the people who drive hundreds of miles every year to buy the ants — value them not only for their protein, but also as an aphrodisiac and source of natural antibiotics. […]"



Eduardo R. Ribeiro
Macro-Jê linguistics, &c.

Part II
M ColerM Coler 02 Feb 2011 14:50
in discussion Hidden / Per page discussions » Jaqi

Also, not sure why "Tupe" is considered a Jaqi language

Part II by M ColerM Coler, 02 Feb 2011 14:50
Reorganize
M ColerM Coler 02 Feb 2011 14:49
in discussion Hidden / Per page discussions » Jaqi

As far as I know, the only people to call the Aymara language family as "Jaqi" are Harman et al — a better denomination would be "Aymaran". The Aymaran family is comrprised of Aymara and Jaqaru/Kawki (their status as unique variants is a matter of debate).

Reorganize by M ColerM Coler, 02 Feb 2011 14:49
(account deleted) 19 Jan 2011 18:01
in discussion Hidden / Per page discussions » piriá

No município de Viçosa, zona da mata de MG o termo também é utilizado, principalmente na área rural. E sim, o preá selvagem pode ser cruzado com o porquinho da índia e gerar decendentes férteis.

by (account deleted), 19 Jan 2011 18:01
by Victor PetrucciVictor Petrucci, 28 Dec 2010 20:58

Creio que a partir da p. 209 as tabelas não apresentam resolução suficiente para leitura de nada, o que é uma pena!

by Victor PetrucciVictor Petrucci, 28 Dec 2010 20:57

p.12, 1st and 2nd paragraphs

  • The translation of pyarentsi as 'plantain' is incorrect. The correct translation of pyarentsi is 'manioc beer'.
correction by katonkosatzikatonkosatzi, 07 Oct 2010 21:32

p. 2, footnote 5:

  • Guido Marlière’s name was misspelled as Marliére

p. 3, footnote 8, and References:

  • The reference to Loukotka (1931) is incorrect; the author meant to refer to Loukotka (1939):
  • Loukotka, Chestmír. 1939. A língua dos Patachos. Revista do Arquivo Municipal, vol. 55, p. 5-15. São Paulo: Departamento de Cultura.
Errata by cadernoscadernos, 07 Oct 2010 14:40

Aca les dejo el sitio web de la comunidad Baré de Rio Negro en el Amazonas venezolano

http://www.bare.com.ve/

Portal del Pueblo Baré by mucuxamanmucuxaman, 09 Jun 2010 14:22

Silveira Bueno (1982:273)

"s. O mesmo que tajáoba — folha (oba) do tajá. Erva comestível da família das aráceas (Xanthossora Violaceum). Aplicavam os índios esta palavra na designação de "banana". Sinônimo de moleirão: um sujeito taioba, que, hoje, se diz: um sujeito banana. Figurado moderno, nádegas volumosas."

A parte mais digna de nota na passagem acima é a sugestão de que a segunda acepção (que, ao contrário do que Silveira Bueno parece sugerir, é usada ainda, pelo menos no meu dialeto caipira) já existia entre os índios. Seria interessante saber em que fonte(s) se basearia Silveira Bueno.



Eduardo R. Ribeiro
Macro-Jê linguistics, &c.

Marcgrave (1648)
kawinakawina 13 Sep 2009 16:43
in discussion Hidden / Per page discussions » taioba
taioba.JPG

A palavra referia-se, originalmente, à folha (oba) da planta tajá — termo que designava também a raiz, a julgar por esta passagem de Marcgrave (1648; clique na imagem ao lado para ampliar): "TAIAOBA Brasiliensibus cujus radix vocatur Taja." O termo se estenderia depois, metonimicamente, para a planta inteira, devido obviamente à relevância maior da folha, em termos de consumo.



Eduardo R. Ribeiro
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Marcgrave (1648) by kawinakawina, 13 Sep 2009 16:43

Sendo de origem obviamente onomatopéica, a semelhança com o Tupí Antigo pode vir a ser uma mera coincidência. Caso seja de fato de origem Tupí, é interessante notar as semelhanças em seu uso sintático em ambas as línguas, não ocorrendo como verbo, mas como um nome acompanhado de "verbo leve" (dar/levar em português, é em Tupí): tak e-í gûyrapara 'o arco deu um estalo' (Lemos Barbosa 1956:186). (Notar, no entanto, que o uso do verbo é com "a função impessoal de 'fazer'" seria, segundo Lemos Barbosa (p. 187), restrita "aos fenômenos atmosféricos, astronômicos e semelhantes".)



Eduardo R. Ribeiro
Macro-Jê linguistics, &c.

Sobre seu uso sintático by kawinakawina, 22 Aug 2009 14:52

A pronúncia comum em Goiás é aquela registrada por Amadeu Amaral para o dialeto caipira de São Paulo (O Dialeto Caipira, 4a. edição, p. 154):

MINDUÍM, amendoim, — leguminosa conhecida, "Arachis hypogoea". || São correntes no Br., além da registada, que é legìtimamente paulista, as formas "mendobi", "mandobi", "mudubim", etc. Do tupi. — Já Gabriel Soares escrevia "amendoï", afeiçoando o voc. a uma forma que lhe era familiar.

Sobre a pronúncia minduim, estive pensando se, na reanálise por etimologia popular, não teriam desempenhado algum papel os particípios Tupí em mi- (cf. minduú 'mordido, mastigado' + 'DIM').



Eduardo R. Ribeiro
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Sobre a pronúncia "minduim" by kawinakawina, 25 May 2009 16:46

Alguns dados a mais para mutirão em outras línguas TG:

Araweté pitiwã (N: mutirão)
GnMbya putỹvo (N: mutirão)
Tapirapé maxirõ (N: mutirão) Obs.: -x- < *-t-

tenho na base um Tupinambá mutirõ. Qual seria o PTG?

Em TG o ajuntamento de pessoas é ajuri, aliás utilizado pelos escoteiros para designar suas grandes reuniões.

Trecho de uma canção:

O ajuri nacional
No Rio de Janeiro
É o marco triunfal
Do ano escoteiro…

Amadeu Amaral, n'O Dialeto Caipira (4a. edição, p. 155):

MUCHIRÃO, MUTIRÃO, s. m. — reunião de roceiros para auxiliar um vizinho nalgum trabalho agrícola — roçada, plantio, colheita; terminando sempre em festa, com grande jantar ou ceia, danças e descantes. || No R. G. do S., "pichurum", "puchirão" e "ajutório"; em parte de Minas, "mutirão", e em parte, "bandeira"; na Baía e Sergipe, "batalhão"; em Pernamb., "adjunto"; na Par. do N., "bandeira"; no Pará, "potirom", "potirum", "puxirum", "mutirum". — Do guar. "potyrom" = pôr mãos à obra? (Mont.) Ligar-se-á a multidão, ou, como lembrou C. da F., a "muchedumbre"? Ou terá relação com botirão = nassa de pesca, de certo feitio, usada em parte de Port.?

Embora a palavra em si seja de origem Tupí, o costume era comum a outras tribos — por exemplo, os Xerénte:

If the weeding was too much for one family, the husband went hunting, had a meat-pie made from the kill, and served it to fellow-members who came to assist him. (Curt Nimuendajú, The Serente, 1942, p. 33)



Eduardo R. Ribeiro
Macro-Jê linguistics, &c.

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