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STEWARD, Julian H., and FARON, Louis C.
  • Native peoples of South America. New York, Toronto, London, 1959. xi, 481 pp. in-16°, 95 figuras, 13 mapas, 4 tábuas e 1 grafico no texto. Índice alfabético de nomes e matérias.

No dizer dos autores, o presente livro é "a general summary" do Handbook of South American Indians organizado pelo primeiro dêles (B. C., 1698), mas também "an interpretative work, written according to a general theoretical point of view" (p. vi.). "First, we attempt to recognize the several types of native South American cultures as the results of particular causes or processes. For this reason we pay special attention to subsistence or food-getting activities and the ways in which societies had to organize themselves for such activities." (p. 1). "Second, our interests lead to a treatment of archaeology that differs in emphasis from that of our colleagues; for in prehistory as well as in ethnology we endeavor to extract all possible sociological meaning from the data." (p. 2). "Our third interest is the interaction of the European conquerors and colonists with the Indians in South America." (p. 3).
No que diz respeito às partes do livro referentes aos índios do Brasil, esta orientação não traz novidades especiais para o etnólogo, mas leva os autores, não raro, a generalizações superficiais e inexatidões. Ansiosos por encontrar traços gê na cultura tapirapé, atribuem êles a êstes Tupi um costume ignorado pela tribo, "the log race" (p. 341), a corrida de toras. O Handbook não menciona isso.
Quando escrevem: "Little is known of native residence patterns and kinship structure among the Guaycuruans" (p. 386), como se não existisse o trabalho de Darcy Ribeiro sôbre "Sistema familial kadiuéu" publicado em 1948 na Revista do Museu Paulista (B. C., 1304), é de observar-se que as poucas notas bibliográficas que seguem cada capítulo, citam quase que exclusivamente literatura em língua inglêsa e nenhuma em português. Aliás, em outra obra do mesmo autor brasileiro, intitulada "Culturas e línguas indígenas do Brasil" (B. C., 2557), podem ser encontrados os corretivos para a estimativa fantástica da população indígena brasileira, dada na p. 457.
Convém notar, ainda, que o mapa lingüístico (p. 23) baseia-se na classificação apresentada por Greenberg no V Congresso Internacional de Ciências Antropológicas e Etnológicas (B. C., 2223) e não no Congresso de Americanistas, como errôneamente informam as pp. 22 e 30.
Cf. os comentários de S. Henry Wassén em Man, LIX, London 1959, p. 183; de Clifford Evans na Revista Interamericana de Ciencias Sociales, I, n. 1, Washington 1961, pp. 219-220, e Irving Rouse no American Anthropologist, LXIII, n. 3, Menasha 1961, pp. 622-624.

(p. 683-685)

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