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QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de
  • A noção de arcaísmo em etnologia e a organização social dos Xerente. Revista de Antropologia, I, n. 2, São Paulo 1953, pp. 99-108.

Criticando um artigo de Lévi-Strauss (B. C. 2337) pelo confronto com dados sôbre aquêles índios, publicados por Nimuendajú, a autora chega à seguinte conclusão: "… a harmonia interna de uma cultura primitiva não significa desenvolvimento e complexidade paralelos de economia, instituições sociais, cerimonial etc., mas sim funcionamento de todos os seus elementos de maneira a assegurar uma adaptação satisfatória do grupo social ao meio externo. Êste o sentido que se deve dar à harmonia e ao equilíbrio do meio interno de uma cultura qualquer, e não a congruência ou incongruência de suas diversas partes, que nada querem dizer quando examinadas cada qual por si, mas que encontram explicação no conjunto a que pertencem e no funcionamento dêste conjunto dentro do meio externo. Os grupos xerente tinham conseguido justamente essa harmonia num meio tão hostil e que impossibilitava grande desenvolvimento econômico, por um lado graças à maleabilidade de uma complicada organização social interna, por outro lado graças à satisfação psicológica que trazia o aparatoso cerimonial do Grande Jejum." (p. 108).

(p. 563)

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