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PEREIRA, Nunes
  • Moronguêtá. Um Decameron Indígena. Rio de Janeiro 1967, xxi, 840 pp. in-8° (divididas em 2 volumes), 32 pranchas e 5 mapas fora do texto, índices alfabéticos de nomes e matérias. Bibliografia.

As lendas de diversas tribos das áreas culturais norte-amazônica e Tapajós-Madeira, reproduzidas nesta coletânea, são precedidas de notas sôbre flora, fauna, clima, história e situação atual dos indígenas daquelas áreas e seguidas por glossários e comentários. O seguinte preâmbulo da extensa bibliografia carateriza a mentalidade do autor: "Não pretendemos, com esta bibliografia, apontar apenas as fontes de inúmeras citações que aparecem na presente obra. Temos ainda mais dois objetivos: o primeiro é pôr em evidência, numa pública homenagem, a personalidade de vários autores, principalmente nacionais, cujas obras, por esgotadas, estão reclamando reedição; o segundo é documentar, de modo humilde e honesto, o nosso critério de autodidata no esfôrço de adquirir, através das ciências naturais, da antropologia, da sociologia, da psicologia e da economia, os conhecimentos que nos pareceram essenciais à compreensão dos problemas do índio e da Natureza, nos limites físicos e culturais da Amazônia Brasileira." (p. 755).
O autor cultiva o eruditismo apontando fontes de "inúmeras citações"; distribui amabilidades "numa pública homenagem"; menciona, "de modo humilde", sua condição de autodidata; frisa a importância de compreender os "problemas do índio". Sua obra, destinada ao grande público, encanta pelo amor romântico ao selvícola e pela ingenuidade de quem a gravidade das exigências científicas modernas não pode assustar. Embora fornecesse aos representantes destas exigências múltiplas razões para franzir a testa, dá também momentos de satisfação àqueles que sabem separar o joio do trigo.

(p. 542-543)

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