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MONTENEGRO, Olmar Paranhos
  • Estrutura e ritmo na sociedade boróro. Boletim do Museu Nacional, N. S., Antropologia, n. 22, Rio de Janeiro 1963, 26 pp., 1 mapa e 7 gráficos no texto, resumo em inglês. Bibliografia.

"Como é sabido, êsses índios vêm resistindo, há mais de dois séculos, aos impactos das frentes de expansão da sociedade brasileira, e, apesar de nos últimos cinqüenta anos seus contatos com elementos 'civilizados' se processarem mais e mais permanentemente, conservam êles muitos dos seus padrões tradicionais de conduta." (p. 1).
No dizer do autor, a organização bororo apresenta, "entretanto, algumas modificações causadas menos por deliberada imposição dos agentes da sociedade nacional do que em conseqüência de fatôres demográficos (depopulação) e ecológicos (modalidades de ocupação do território)…Os fatôres demográficos impossibilitaram a continuidade das uniões preferenciais por classe de idade relativa, uniões estas, hoje, apenas inferidas pela terminologia de parentesco. Igualmente, a depopulação motivou o desaparecimento de seccionamento dos clãs em linhagens de rio acima, de rio abaixo e do meio. Esta divisão tríptica, …perdura, porém, na distribuição dos clãs na aldeia, como uma estrutura de forte base econômica, contribuindo para o equilíbrio das fôrças de produção, através de mecanismos de preferências matrimoniais, …embora já não responda às necessidades econômicas da tribo." (pp. 22-23). O presente artigo, baseado em resultados de pesquisa de campo realizada pelo autor em 1959 e na literatura a respeito do assunto, é importante para o estudo dos Bororo e de problemas de mudança cultural em geral.

(p. 490-491)

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