1943

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BÓRMIDA, Marcelo
  • Los Ge. Panorama Etnológico. Revista del Instituto de Antropología, II/III, 1961-1964, Córdoba 1965, pp. 135-176. Bibliografia.

A primeira parte dêste ensaio sôbre assuntos muito importantes da Etnologia Brasileira trata da história da classificação do grupo lingüístico gê (pp. 135-144) e da antropogeografia da área "macro-gê" (pp. 144-149). A segunda parte (pp. 149-167) procura evidenciar a "individualidade cultural" dos Gê, rejeitando a hipótese de terem sido êles captores aculturados pelos Tupi e enquadrando-os, de acôrdo com a Escola Histórico-Cultural, no ciclo da cultura de duas classes. A terceira parte (pp. 168-174), assinalando êste ciclo na América do Sul, revela o caráter ambicioso do presente trabalho, especialmente, no trecho seguinte: "Establecida la unidad cultural de los Ge, comprobada su individualidad e identificado el gran macizo cultural del Planalto como una manifestación orgánica del Ciclo de las Dos Clases, el mapa etnológico de América Meridional asume un aspecto completamente nuevo y promisor de nuevos y fecundos enfoques de la etnogonía de este continente. Toda una inmensa área humana se ve arrancada de la nebulosa categoría de los cazadores y recolectores primitivos y asume una fisionomía propia y bien definida; toda una serie de hechos culturales, un tiempo enigmáticos y aparentemente contradictorios, fraguan en una unidad cultural perfectamente orgánica, concreta territorialmente y autónoma desde el punto de vista lingüístico… (p. 168).
Lamentàvelmente, todo o esfôrço sistematizador do autor, discípulo de Imbelloni, não conseguiu evitar o estigma de obsoleto que caracteriza o seu artigo tanto no que diz respeito ao método como também com referência ao material usado. Ignora o estudo de Haekel sôbre a estratificação cultural do Brasil Oriental, aparecido em 1952/53 e citado na B. C., item 616. Baseando-se, principalmente, nesta bibliografia publicada em 1954 (sem citá-la), não considera obras mais recentes sôbre os Gê, como as de Banner (1957, 1961), Crocker (1959, 1961, 1962, 1963, 1964), Diniz (1962, 1963), Dreyfus (1958, 1963), Frikel (1963), Lévi-Strauss (1956), Lukesch (1956, 1959, 1962, 1963, 1964), Maybury-Lewis (1958, 1960, 1964), Melatti (1963), Métraux (1958, 1960), Schultz (1960, 1961/62) e outros.

(p. 151-152)

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