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TASTEVIN, C.
  • La langue Tapïhïya. Vienne 1910. ― Edição brasileira: Grammatica da lingua Tupy. Revista do Museu Paulista, XIII, São Paulo 1922, pp.537-597; Vocabulário Tupy-Portuguez, ibidem, pp.603-686; Nomes de plantas e animaes em lingua Tupy, ibidem, pp.689-763; Corrigenda e additamentos á Grammatica Tupy e Vocabulario Tupy-Portuguez, ibidem, pp. 1279-1286.

Numa carta a Herbert Baldus, Curt Nimuendajú escreve a respeito desta obra: "Ela não trata de nenhuma língua índia, mas de uma jíria decadente e horrivelmente estropiada. É verdade que esta se baseia numa língua tupí, mas não é falada por povo tupí algum. Serve a tribos de todas as espécies nas suas relações com os neo-brasileiros. Se Tastevin tira dessa jíria conclusões gerais com referência ao tupí, é isso mais ou menos como se se quizesse julgar o francês segundo o patois créole de Cayenna. Mas êle não percebeu nada disso e declara-se orgulhosamente descobridor do verdadeiro tupí."
Um outro perito da matéria, o dr. Juan Francisco Recalde, considerou a publicação dessa obra "un pobre servicio" (cf. Moisés S. Bertoni: Estructura, Fundamentos Gramaticales y Clasificación de la lengua Guaraní, Revista de la Sociedad Científica del Paraguay, V, n.º 1, p. 26, nota 3, Asunción 1940).
Cf. também os comentários de Ayrosa (Apontamentos etc., p. 255-257).

(p. 709)

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