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POURCHET, Maria Julia
  • Índice cefálico no Brasil. Rio de Janeiro 1941. 62 pp. in-8.º

A Antropologia Física do Brasil está, ainda, no comêço. Sua literatura consiste, na maior parte, em ligeiras notas espalhadas em diversas revistas e livros pouco acessíveis. O presente folheto é uma resenha de trabalhos sôbre o índice cefálico, dando uma idéia geral do atual estado dos estudos a respeito, e uma base bibliográfica para futuras pesquisas. Como é sabido, várias classificações raciais partem de comparações do índice cefálico, isto é, de determinada relação entre a largura e o comprimento do crânio.
A autora considera a literatura por ela apresentada em condições de permitir as seguintes afirmações:
"I - São dolicocéfalos os crânios de Lagoa Santa e a maioria dos crânios de sambaquís. II - Nas populações indígenas atuais já estudadas, encontram-se valores de índice cefálico que vão desde a extrema dolicocefalia até a alta braquicefalia." (p. 45). Esta afirmação está de acôrdo com os modernos estudos somatológicos, que consideram característica dos índios sul-americanos a multiplicidade de tipos.

(p. 554-555)

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