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LEITE, Serafim
  • História da Companhia de Jesus no Brasil. I: Lisboa e Rio de Janeiro 1938, xxxii, 610 pp. in-8.º gr., 13 pranchas, 1 mapa, apêndices, índice alfabético de nomes. Bibliografia. II: Lisboa e Rio de Janeiro 1938, xv, 658 pp. in-8.º gr., 13 pranchas, apêndices, índice alfabético de nomes. Bibliografia. III: Rio de Janeiro e Lisboa 1943; xxviii, 487 pp. in-8.º gr., 22 pranchas, 1 mapa, apêndices, índice alfabético de nomes. Bibliografia. IV: Rio de Janeiro e Lisboa 1943, xxv, 440 pp. in-8.º gr., 23 pranchas, 1 mapa, apêndices, índice alfabético de nomes. Bibliografia. V: Rio de Janeiro e Lisboa 1945, xxx, 635 pp. in-8.º gr., 2 plantas e 2 mapas no texto, 22 pranchas, apêndices, índice alfabético de nomes. Bibliografia. VI: Rio de Janeiro e Lisboa 1945, xxiii, 640 pp. in-8.º gr., 1 mapa no texto, 2 mapas fora do texto, 30 pranchas, apêndices, índice alfabético de nomes. Bibliografia. VII: Rio de Janeiro 1949, xx, 491 pp. in-8.º gr., 22 pranchas, apêndices, índices alfabéticos de nomes. VIII: Rio de Janeiro 1949, xxviii, 437 pp. in-8.º gr., 37 pranchas, apêndices. IX: Rio de Janeiro 1949, vi, 459 pp. in-8.º gr., 30 pranchas, apêndices. X: Rio de Janeiro 1950, xxi, 319 pp. in-8.º gr., 1 prancha.

Esta obra monumental e bem documentada é indispensável para o estudo das relações entre os jesuítas e os índios do Brasil, contendo valiosos dados da Etnografia Brasileira da época colonial. Os nomes das numerosas tribos mencionadas constam dos índices alfabéticos.

Os dois primeiros tomos tratam do estabelecimento e da obra dos jesuítas no Brasil quinhentista.

Os tomos III e IV referem-se aos trabalhos que êsses missionários, nos séculos XVII e XVIII, realizaram no Ceará, Maranhão, Pará e Amazonas. No tomo V é estudado o que êles fizeram na mesma época, na Bahia, em Pernambuco, na Paraíba, no Rio Grande do Norte e no Piauí. O sexto tomo trata das atividades dos jesuítas, nos mesmos séculos, no Rio de Janeiro, Espírito Santo, em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

O tomo VII, que se refere também aos séculos XVII e XVIII, é dedicado ao estudo de diversos aspectos da vida jesuítica no Brasil como, por exemplo, o estudo das autoridades da Companhia e de seu magistério.

Os tomos VIII e IX são suplementos bibliográficos, tratando em ordem alfabética dos escritores jesuítas do Brasil.

O décimo tomo contém o índice alfabético geral de nomes e matérias de tôda a obra (pp. 1-253), corrigenda e addenda (pp. 255-256) e índices das estampas, dos apêndices e das matérias de cada tomo separadamente (pp.257-298). Os nomes de tribos e os assuntos referentes a índios, contidos em tôda a obra, acham-se alfabeticamente enumerados às páginas 120-129.

É verdade que o autor trata muito por alto importantes aspectos da vida índia. Faz isso, provàvelmente, por ser a sua finalidade principal apresentar história de jesuítas e não de índios. Tal unilateralidade, porém, impede de avaliar exatamente a ação dos próprios padres. Assim, por exemplo, às páginas 172 e 173 do tomo IV, parece sugerir, elogiando os missionários à custa dos índios, que êstes só por influência daqueles se dedicaram à lavoura. Basta lembrar os processos e numerosos produtos agrícolas que o português adotou do índio, para ver o absurdo dessa generalização.

(p. 385)

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