0839

<

>



LEITE, Serafim 1890-
  • Os jesuitas e os indios Maromomis na Capitania de São Vicente. Revista do Instituto Historico e Geographico de São Paulo XXXII, São Paulo 1937, pp.253-257.

Sôbre os Maromomi (Maramimis, Marumimis, Maromomins, Miramomis, Guaramemis) escreve, em 1599, o padre Pero Rodrigues, numa carta reproduzida no presente artigo: "Vive esta gente em uma serra, que está sobre o Rio de Janeiro e S. Vicente, em espaço de obra de duzentas léguas. E tem diferença do gentio, que vive pola costa, em algumas cousas. Tem uma só mulher, não comem carne humana, dormem no chão, quando muito sobre folhas de arvores, e contentam-se com terem os pés pera o fogo e tem muita variedade de linguas. Os que vivem pela costa dormem em redes com fogo de-baixo, e tem uma só lingua em todo o Brasil desde o Rio da Prata até o famoso Rio das Almanzonas. ''

Como mostra essa contraposição dos Maromomi aos Tupi do litoral, pertenceram os primeiros àquelas tribos que, antigamente, eram compreendidas pelo têrmo Tapuia.

O jesuíta Manuel Viegas, que entrou em contacto com os Maromomi em fins do século XVI, escreveu um catecismo e um vocabulario na língua dêles. Não se sabe se êsses documentos lingüísticos ainda existem.

Os Maromomi catequizados foram absorvidos na massa geral dos índios das missões jesuíticas.

Havia uma aldeia maromomi na comarca de S. Paulo e outra junto à aldeia de S. Barnabé, no Rio de Janeiro.

(p. 383)

This site is part of the Etnolinguistica.Org network.
Except where otherwise noted, content on this site is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 License.