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FRANCO, Arthur Martins
  • Em defeza do índio e do Sertanejo contra "o Serviço de Protecção aos Indios e Localisação de Trabalhadores Nacionais" no Estado do Paraná. Curityba 1925. 191 pp. in-4.º, 1 p. não numerada de erratas.

Êstes discursos pronunciados pelo autor no Congresso Legislativo do Paraná e na Câmara Federal, justificando projetos de lei para extinguir a "Povoação Indígena de S. Jerónimo" e a Inspetoria do Serviço de Proteção aos lndios nos Estados do Paraná e Santa Catarina, contém numerosos dados sôbre as relações entre brancos e Kaingang dêsses Estados durante os anos de 1922 a 1924. Além de tratarem dos habitantes daquela povoação situada na bacia do Tibagi (passim), referem-se aos Kaingang "bravios" que vagueavam ainda entre êste rio e o Laranginha (pp. 53-54, 91), aos chamados Botocudos de Santa Catarina ou Aweikoma (pp.89-90), aos Kaingang de Mangueirinha e do rio Chapecòzinho, que vieram a Curitiba em busca de auxílio contra a invasão de suas terras pelos brancos (pp. 116-124, 145-149), e, especialmente, aos choques sangrentos que, em 1923, se deram entre os povoadores da Serra da Pitanga e os Kaingang do Ivaí (pp.96-115, 128-137, 180-181).

Para poder considerar com justiça êsses dados é indispensável ler as páginas 50-66 e 80-87 do opúsculo "Em defesa do indio e das fazendas nacionaes" de Basilio de Magalhães, nas quais as afirmações de Martins Franco são refutadas e a "Exposição sobre as terras da Povoação Indígena de São Jeronymo", de José Bezerra Cavalcanti.

(p. 250)

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