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CARVALHO, José C. M., LIMA, Pedro E. de, e GALVÃO, Eduardo
  • Observações zoológicas e antropológicas na região dos formadores do Xingu. Introdução de H. A. Torres. Museu Nacional, publicações avulsas n. 5, Rio de Janeiro 1949, 48 pp. in-8º, 23 pranchas fora do texto.

Na presente publicação dos resultados da expedição do Museu Nacional realizada em 1947, Carvalho trata, ràpidamente, do aspecto geográfico daquele parte superior da bacia do Xingu, dando uma sinopse de sua fauna e algumas informações sôbre o papel desempenhado por ela na vida dos índios (p. 7-19); Lima descreve a aparência física dos Kamaiurá, Aueti, Trumaí, Iawalapiti, Mehinaku (pp. 21-26) e dá uma lista de designativos das partes do corpo em português e kamaiurá (pp. 27-29); Galvão trata resumidamente dos principais aspectos da cultura dos Kamaiurá, referindo-se, às vezes, aos vizinhos (pp.31-46). Êste último autor, em nota final, propõe para a área limitada ao sul pelas nascentes do Batovi, ao norte pela confluência dos rios que vêm a formar o Xingu pròpriamente dito e a leste e oeste pelos territórios marginais dos rios Batovi e Culuene, o nome de "área do ulurí", porque esta pequenina peça triangular de indumentária feminina, "por sua difusão e exclusividade de uso à região, constitui um característico único das tribos da área. Como tribos participantes da cultura da área ulurí indicaríamaos, do sul para o norte, Bakairi, Kalapalo, Kuikuru e Nahukwa (Cariba), Mehinaku e Waurá (Aruaque), Auety e Kamaiurá (Tupi-Guarani), Trumaí (isolado). Os Aipátse e Matihupy (Cariba), referidos no texto, através de informantes, poderiam ser incluidos nessa área". (p. 47). A proposta de Galvão parece aceitável, devendo-se, porém, tomar em consideração o fato de não dispormos de característico correspondente nas regiões vizinhas, por exemplo, na do Araguaia.

(p. 160)

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