Bibliografia Crítica da Etnologia Brasileira

"Como se vê, comecei com a Bibliografia Crítica da Etnologia Brasileira um trabalho que nunca acaba."
(Herbert Baldus, Introdução, p. 23)


Em 1954, Herbert Baldus publicava o primeiro volume de sua monumental Bibliografia Crítica da Etnologia Brasileira, obra indispensável, como lembra Melatti (2003), "tanto para os iniciantes como para os veteranos em pesquisas com indígenas". O volume II apareceria em 1968 e o III, elaborado por Thekla Hartmann, em 1984. Em comemoração aos 60 anos de sua publicação, a Biblioteca Digital Curt Nimuendajú digitalizou o primeiro volume, disponível aqui em formato PDF. A introdução está também disponível em formato HTML.

Transcrição

O objetivo agora é transcrever todos os verbetes, com o acréscimo de links para obras disponíveis em nosso acervo. Até o momento foram transcritos 1070 verbetes do total de 1785 contidos no primeiro volume.

O projeto de transcrição iniciou-se com a colaboração de Paula Grazielle Viana dos Reis e Eduardo Rivail Ribeiro. A partir de agosto de 2016, passou a ser realizado como parte do projeto de extensão "Ampliação da Biblioteca Curt Nimuendaju", sob coordenação de Aline da Cruz e com a participação de alunas de graduação da Universidade Federal de Goiás: Amanda Vallada e Keila Mariana Silva. O projeto está aberto à colaboração voluntária de pesquisadores interessados. Quer contribuir com o projeto de transcrição? Entre em contato conosco!

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Últimos acréscimos


PINTO, Estêvão
. Alguns aspectos da cultura artística dos Pancarús de Tacaratú. Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, n.º 2, Rio de Janeiro 1938, pp.57-92, 11 figuras. — Edição refundida e aumentada saiu sob o título "As máscaras-de-dansa dos Pancararu de Tacaratu" no Journal de la Société des Américanistes, N. S., XLI, Paris 1952, pp.295-304, 1 prancha fora do texto, e no Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, 71.ª série, n.º 1-3, Lisboa 1953, pp.35-44, 4 pranchas fora do texto, resumo em inglês. Ligeiras notas sôbre êsses índios, visitados pelo autor em junho de 1937. Na última página lemos a seguinte conclusão: "Quasi todos os traços culturais dos pancarús, inclusive os de interesse artístico, aquí destacados, parecem indicar que essas populações primitivas de Pernambuco pertencem ao grupo dos gês ou tapúias. A habitação arcaica, o uso do catre, a ausência de tecelagem, a cordoaria, a olaria pobre, a agricultura em pequena escala, a técnica da emplumação, os elementos da tradição do dilúvio, as danças, o vestígio dos casamentos infantis. Linguísticamente, as conclusões não se orientam em idêntico sentido, pois são poucos os vocábulos gês que sobreviveram a fusão com os fulniós e os tupis."

As observações concernentes a danças e máscaras têm importância especial e o autor reproduziu-as também, em espanhol, no seu artigo "Las máscaras de danza de los Pancarús", Revista Geográfica Americana X, Buenos Aires 1938, pp.342-344. [1218] (15 Jan 2018 18:35)

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OLIVEIRA, J. B. de Sá
. Os Indios Camacans. Estudo de ethnologia. Terceiro Congresso Brazileiro de Medicina e Cirurgia. Bahia 1892, ii, 28 pp. in-8.º Também na Revista Trimensal do Instituto Geographico e Historico da Bahia I, n. 2, Bahia 1894, pp.207-226. Ligeiras notas sôbre essa tribo bahiana, acompanhadas de uma lista de 39 palavras de sua língua. [1150] (14 Jan 2018 07:09)

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MOREL, Edmar
. … E Fawcett não voltou. Rio de Janeiro. 1944. 219 pp. in-8.º, 8 pranchas fora do texto. Êste livro, prefaciado pelo general Rondon, trata das investigações de um reporter para encontrar o coronel inglês Fawcett. O autor chega à conclusão de que o explorador teria sido morto pelos Kalapalo.

Seja-me permitido apontar um lapso que me toca de perto. À página 138 fui surpreendido pelas seguintes afirmações: "Lendo-se o interessante livro de Herbert Baldus, volume de 700 páginas, sôbre a sua viagem pelo Xingu, em 1877, sente-se a ausência de datas. E Baldus era tido como um espírito minucioso e organizado… " — Tomo a liberdade de declarar que não escrevi tal livro e tenho fortes razões para supor que, no mencionado ano, isto é, antes da primeira viagem de Karl von den Steinen ao Xingu, eu não existia nem sequer em projeto. [1052] (14 Jan 2018 03:37)

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